9 de dezembro de 2010

Sinhá


Os trilhos que passavam por essa terra cortam agora a raiz da gente
Mas não é coisa que se furta
A história fica é na alma
Pois fique sabendo sinhá, a força não falha quando a gente precisa
A esperança ‘ein vem do céu, pode por sua fé soterrada nisso
A esperança não falha em visitar os mais aperreados.
Segure esses papeis, eles apalpam suas mãos com dó
Segure esse olhar,
O olhar da gente é uma das poucas coisas que ainda nos restam ter.

7 de dezembro de 2010

Lugar de gestos estampados




Aquela mulher segura um guarda-chuva pra proteger a senhora do seu lado. Na foto não dá pra ver, mas de fato chove. Esse gesto estampa a minha vista e faz composição com as demais estamparias que desfilam pela rua, a começar com a calçada. Essa desfila com exuberância. 

* Pequena nota sobre a calçada: Ela leva as pessoas sem que elas sequer percebam, mas como estou aqui pra observar, vejo. Ela leva mesmo.