22 de dezembro de 2010

Presença indesejada

 






















 
Entrada do morro do Rebenta Rabicho. Como pode-se ver é uma via estreita e, pra dificultar a minha vida, na calçada em frente ao beco tem um poste de luz impedindo que eu tirasse fotos mantendo a distância. Pois bem, no tempo em que gastei pra fazer as fotos recebi três advertências quanto ao feito.
  1. Um funcionário da prefeitura que estava por ali amigavelmente relatou que tinha gente me espreitando desconfiada.
  2.  Daí, um casal desceu o morro parou bem em minha frente e num tom não muito amigável perguntou o que eu estava fazendo ali. Não gostaram muito da minha resposta, voltaram a subir o morro pediram que não tirasse fotos deles.
  3. Um homem, bem chateado com a minha presença, insistiu que tirar fotos ali era proibido, disse que se eu o fotografasse seria crime. 
confesso que senti um pouco de medo em pleno dia um clima tão pesado, também não gostei tanto dos resultados. As fotos do beco todas trazem o estouro da minha tensão por me sentir vigiada.

20 de dezembro de 2010

Enfado


























A coisa mais incrível da cidade é que nela tem pessoas. Gente de todo o jeito.
Onde tem pessoas tem tudo o que pode-se esperar da vida: sentido. Mas esse senhor parece um pouco triste, dou-lhe razão. Onde tem pessoas também tem a segunda coisa mais esperada da vida: o cansaço. Já dizia o homem sábio em seu provérbio:
 “Porque na muita sabedoria há muito enfado; 
e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.”
Ec.1.18